Dor Crônica e neuropática

Dor Crônica e neuropática

A dor crônica, em geral, é a dor que persiste por mais de 3 meses configurando um dos principais problemas clínicos atuais, promovendo incapacidade significativa e redução da qualidade de vida. Ao contrário da dor aguda, a dor crônica não diminui após uma lesão inicial ou doença estar resolvida. Na verdade, algumas pessoas podem sofrer durante décadas de dor crônica, mesmo na ausência de qualquer  lesão específica ou evidência de doença. 

Frequentemente existe um desequilíbrio entre as alterações patológicas periféricas em síndromes de dor crônica e da gravidade da dor que pode ser explicada pela plasticidade dos neurônios do sistema nervoso central. A sensibilização central é um importante fenômeno, juntamente com a sensibilização periférica que auxilia o entendimento do fenômeno doloroso crônico ou amplificado. 

A sensibilização central ocorre após estímulos intensos ou repetitivos levando a um aumento reversível na excitabilidade e na eficácia sináptica dos neurônios das vias nociceptivas centrais (vias de dor). A sensibilização central explica as alterações observadas no limiar da sensibilidade, tempo e na região da dor em situações clínicas de dores agudas e crônicas, onde as sensações dolorosas existem mesmo na ausência de doença periférica ou estímulos nociceptivos.

 

A dor neuropática é um dos tipos de dor crônica que afeta o sistema nervoso central (cérebro, tronco ou medula espinhal) ou o sistema nervoso periférico (raízes e nervos periféricos). De difícil diagnóstico, uma vez que a lesão do nervo pode ser indetectável pelos métodos convencionais, essa dor tem inúmeras causas e pode ser prenúncio de doenças graves.

Além disso, a dor pode ser acompanhada por edema e sudorese, alterações do fluxo sanguíneo local ou por alterações dos tecidos, como atrofia ou osteoporose.

Diagnóstico  correto e  tratamentos adequados são fundamentais para se obter efeitos satisfatórios no manejo da dor crônica. Além de técnicas específicas e interação multidisciplinar é essencial o entendimento de como ocorre a dor para a aplicação de recursos educativos e estratégias de movimento para portadores de dores crônicas (persistentes)